Brasília, sexta-feira, 29 de novembro de 2013 - 16:30
TRABALHO E EMREGO
Economia informal tem menor índice desde 2003, aponta FGV
Fonte: Portal Vermelho
Resultado é creditado ao crescimento demográfico, à elevação do nível geral de escolaridade do brasileiro e à queda no desemprego
O Índice de Economia Subterrânea (IES) – a produção de bens e serviços não reportada ao governo, que fica à margem do PIB nacional – atingiu a marca de 15,9% em 2013, redução de 0,8 ponto porcentual em relação ao ano anterior.
Em valores absolutos, a estimativa é de que a economia subterrânea supere a marca de R$ 760 bilhões neste ano. Trata-se do menor índice desde 2003, quando foi iniciada a pesquisa, com taxa de 21%.
Os números foram divulgados na última terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
O pesquisador do Ibre/FGV, Fernando de Holanda Barbosa Filho, destacou a contribuição do crescimento demográfico cada vez menor, a elevação do nível geral de escolaridade do brasileiro e a queda no desemprego, para a redução da informalidade.
"O processo de formalização do emprego no País veio para ficar", comentou. Entre 2001 e 2011, reforça, houve aumento de 22 milhões de pessoas com educação formal. Para o pesquisador, no entanto, é preciso considerar também outros fatores, como a desoneração da folha de pagamento temporária.
"A desoneração da folha, teoricamente, deve ter impacto na informalidade, mas não há como afirmar ou fazer uma análise do impacto direto da medida na informalidade, ainda", declarou.
O presidente executivo do ETCO, Roberto Abdenur ressaltou o esforço do Governo em criar mecanismos de incentivo a determinados setores da economia. "Só não se pode perder de vista o possível impacto dessa renúncia fiscal na arrecadação e, consequentemente, na oferta de serviços públicos", avalia.
Em 2012, a renúncia fiscal foi da ordem de R$ 4 bilhões. Para 2013, estima-se que chegue a R$ 18 bilhões, enquanto para 2014 a perspectiva é de R$ 34 bilhões.
"Medidas como essa certamente têm muito valor ao equilibrar a economia, mas devem sempre ser analisadas sob a ótica dos reflexos em curto, médio e longo prazo. É preciso olhar a reforma tributária de forma mais ampla, de modo que permita uma desoneração mais duradoura e horizontal", defende Abdenur, lembrando a necessidade de medidas como o controle de gastos públicos.
Em valores absolutos, a estimativa é de que a economia subterrânea supere a marca de R$ 760 bilhões neste ano. Trata-se do menor índice desde 2003, quando foi iniciada a pesquisa, com taxa de 21%.
Os números foram divulgados na última terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
O pesquisador do Ibre/FGV, Fernando de Holanda Barbosa Filho, destacou a contribuição do crescimento demográfico cada vez menor, a elevação do nível geral de escolaridade do brasileiro e a queda no desemprego, para a redução da informalidade.
"O processo de formalização do emprego no País veio para ficar", comentou. Entre 2001 e 2011, reforça, houve aumento de 22 milhões de pessoas com educação formal. Para o pesquisador, no entanto, é preciso considerar também outros fatores, como a desoneração da folha de pagamento temporária.
"A desoneração da folha, teoricamente, deve ter impacto na informalidade, mas não há como afirmar ou fazer uma análise do impacto direto da medida na informalidade, ainda", declarou.
O presidente executivo do ETCO, Roberto Abdenur ressaltou o esforço do Governo em criar mecanismos de incentivo a determinados setores da economia. "Só não se pode perder de vista o possível impacto dessa renúncia fiscal na arrecadação e, consequentemente, na oferta de serviços públicos", avalia.
Em 2012, a renúncia fiscal foi da ordem de R$ 4 bilhões. Para 2013, estima-se que chegue a R$ 18 bilhões, enquanto para 2014 a perspectiva é de R$ 34 bilhões.
"Medidas como essa certamente têm muito valor ao equilibrar a economia, mas devem sempre ser analisadas sob a ótica dos reflexos em curto, médio e longo prazo. É preciso olhar a reforma tributária de forma mais ampla, de modo que permita uma desoneração mais duradoura e horizontal", defende Abdenur, lembrando a necessidade de medidas como o controle de gastos públicos.
Últimas notícias
24/3 - 21:1 |
Salários avançam acima da inflação em 2026 e expõem fôlego das negociações coletivas
24/3 - 17:32 |
Atlas da Escala 6x1 define padrão “de regime de vida baseado na exaustão”
24/3 - 15:2 |
Sem aliança ampla, a derrota é certa no DF
23/3 - 18:34 |
Guerra no Oriente Médio e o impacto no Brasil
23/3 - 10:26 |
Sem pressão sindical e social, Congresso vai enterrar redução da jornada
Salários avançam acima da inflação em 2026 e expõem fôlego das negociações coletivas
24/3 - 17:32 |
Atlas da Escala 6x1 define padrão “de regime de vida baseado na exaustão”
24/3 - 15:2 |
Sem aliança ampla, a derrota é certa no DF
23/3 - 18:34 |
Guerra no Oriente Médio e o impacto no Brasil
23/3 - 10:26 |
Sem pressão sindical e social, Congresso vai enterrar redução da jornada
Notícias relacionadas
13/3 - 11:27 |
Estudo do governo indica que modelo 5x2 já predomina no País; e jornada de 40h ganha força
11/3 - 11:37 |
Estudo do Trabalho indica que jornada de 40 horas é viável no Brasil
29/10 - 11:35 |
Pejotização ameaça conquistas da CLT e fragiliza proteção social, alertam especialistas
27/10 - 17:37 |
Trabalhadores à beira do esgotamento: Brasil precisa encarar a redução da jornada como pauta urgente
21/10 - 21:44 |
Senado debate jornada de 36h e fim da escala 6×1 em audiência pública da CCJ
Estudo do governo indica que modelo 5x2 já predomina no País; e jornada de 40h ganha força
11/3 - 11:37 |
Estudo do Trabalho indica que jornada de 40 horas é viável no Brasil
29/10 - 11:35 |
Pejotização ameaça conquistas da CLT e fragiliza proteção social, alertam especialistas
27/10 - 17:37 |
Trabalhadores à beira do esgotamento: Brasil precisa encarar a redução da jornada como pauta urgente
21/10 - 21:44 |
Senado debate jornada de 36h e fim da escala 6×1 em audiência pública da CCJ

