Brasília, quinta-feira, 27 de junho de 2013 - 19:42 | Atualizado em: 2 de julho de 2013
UNIÃO DOS TRABALHADORES
Centrais sindicais convocam paralisação para o dia 11 de julho
Fonte: Contee, com informações da CTB e da CUT
Conheça as nove bandeiras gerais consideradas fundamentais na atual conjuntura de reivindicações populares no Brasil
Num momento histórico para o país, uma decisão também histórica para os trabalhadores: nesta quarta-feira (26), as oito centrais sindicais brasileiras – CTB, CUT, UGT, CSB, NCST, CGTB, CSP-Conlutas e Força Sindical – anunciaram a realização conjunta de uma série de paralisações no dia 11 de julho com o intuito de pressionar o governo e o empresariado a aprovar as reivindicações trabalhistas.
A posição das centrais foi levada na quinta-feira (27) à presidenta Dilma Rousseff, que recebeu os dirigentes sindicais em Brasília.
A data da paralisação foi definida como Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, a partir do lema "Pelas liberdades democráticas e pelos direitos dos trabalhadores".
Também foram determinadas nove bandeiras gerais, consideradas fundamentais na atual conjuntura de reivindicações populares no Brasil e as quais, além de incorporar as manifestações das ruas, mostrando o apoio do movimento sindical às mobilizações legítimas da sociedade, representam a luta democrática pelos direitos trabalhistas:
- fim do fator previdenciário;
- 10% do PIB para a saúde;
- 10% do PIB para a Educação;
- redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salários;
- valorização das aposentadorias;
- transporte público e de qualidade;
- reforma agrária;
- mudanças nos leilões de petróleo;
- rechaço ao PL 4330, sobre terceirização.
Essa lista será entregue à presidenta Dilma. Depois, as centrais voltarão a se reunir para definir os detalhes das paralisações no dia 11 de julho, incluindo a regionalização dos atos, para afetar, ainda que por algumas horas, todos os principais centros produtivos do país.
Para o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro, esta é uma demonstração da capacidade de articulação dos trabalhadores e do movimento sindical, contribuindo e dando um rumo progressista à mobilização das ruas.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, também defendeu a unidade e o diálogo com a sociedade, a fim de unir as reivindicações das ruas à pauta dos trabalhadores e impulsionar conquistas.
Últimas notícias
Salários avançam acima da inflação em 2026 e expõem fôlego das negociações coletivas
24/3 - 17:32 |
Atlas da Escala 6x1 define padrão “de regime de vida baseado na exaustão”
24/3 - 15:2 |
Sem aliança ampla, a derrota é certa no DF
23/3 - 18:34 |
Guerra no Oriente Médio e o impacto no Brasil
23/3 - 10:26 |
Sem pressão sindical e social, Congresso vai enterrar redução da jornada
Notícias relacionadas
Jornada de 36 horas trava no Senado e depende de pressão social para avançar
26/2 - 8:28 |
Escala 6x1 entra na arena decisiva da Câmara
7/1 - 20:1 |
3 anos do 8/1: dia de celebrar a democracia contra o golpismo bolsonarista
5/1 - 17:22 |
Piso da categoria sobe de R$ 1.560 (Educ. Básica) e de R$ 1.562 (Ens. Superior) para R$ 1.621 com aumento do salário mínimo
26/11 - 20:5 |
10 milhões de brasileiros deixarão de pagar IR a partir de 2026

