Brasília, quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 - 15:18
JORNADA DE TRABALHO
Empresários pressionam Temer e votação das 40 horas segue indefinida
Fonte: CTB
Durante a reunião com as centrais, o presidente da Câmara chegou a cogitar um acordo que garantisse a redução gradativa da jornada de trabalho
Os representantes de seis centrais sindicais que foram a Brasília nesta terça-feira (9), com a intenção de intensificar a pressão pela votação da PEC 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, não foram os únicos a se reunir com o presidente do Congresso, Michel Temer.
Empresários também foram à capital federal para evitar qualquer mudança nas leis trabalhistas do país.
Os empresários foram recebidos por Temer antes dos sindicalistas da CTB, CUT, Força Sindical, CGTB, Nova Central e UGT e deixaram claro que não aceitam a proposta dos trabalhadores.
Durante a reunião com as centrais, o presidente da Câmara chegou a cogitar um acordo que garantisse a redução gradativa da jornada de trabalho — inicialmente para 42 horas —, mas a proposta foi prontamente refutada pelos líderes sindicais. "Nem sequer discutimos essa possibilidade", afirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.
Diante do resultado da reunião, as centrais sindicais pretendem agora contar com a mobilização popular, em todos os estados, para garantir que a Proposta de Emenda Constitucional seja levada à votação na Câmara dos Deputados o quanto antes.
"As centrais vão continuar com a pressão, sem dúvida. Por meio dela faremos com que a votação seja colocada na pauta", disse Wagner Gomes.
Próximos passos
Após a reunião com Temer, os representantes das seis centrais sindicais decidiram marcar um encontro para debater quais serão os próximos passos na mobilização pela redução da jornada.
De acordo com Joílson Cardoso, secretário de Política Sindical e Relações Institucionais da CTB, os presidentes das seis centrais se reunirão em São Paulo, no dia 1º de março, às 10h, para tratar do tema. O encontro ocorrerá na sede nacional da CTB.
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