Brasília, quinta-feira, 8 de julho de 2010 - 19:3
REAJUSTE REAL
Aprovado LDO: acordo adia a definição do salário mínimo para 2011
Fonte: Agência Sindical
As Centrais Sindicais conseguiram uma conquista importante, nesta quarta-feira (7), que pode significar um avanço na definição do salário mínimo que vai vigorar no próximo ano.
Um acordo fechado no Congresso Nacional, que deixou em aberto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o valor a ser fixado em janeiro de 2011, abre a possibilidade do sindicalismo conseguir elevar o mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 570.
O relator da LDO para 2011, senador Tião Viana (PT-AC), estava propondo um mínimo próximo a R$ 550, com reajuste real de 2,5% (variação média do PIB em 2008 e 2009).
Na proposta original enviada pelo governo, o mínimo não deveria receber reajuste real no próximo ano, ficando em R$ 535, de acordo com a regra seguida nos últimos anos de vincular o aumento à variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Mas, diante da pressão exercida pelas Centrais, o relator preferiu deixar o texto-base do projeto da LDO - que foi aprovado na quarta pela Comissão Mista de Orçamento - em aberto, no que diz respeito à definição do salário mínimo.
"Estamos convencidos que há espaço para um reajuste maior, porque o País deverá ter um crescimento econômico expressivo este ano. O Piso nacional hoje é de R$ 510,00, o senador propôs R$ 547,95 e o movimento sindical reivindica R$ 570,00, o que corresponde a um aumento de 11,76%", explica o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres.
Pressão
As Centrais Sindicais deixaram claro durante as negociações que vão se juntar e pressionar para que o salário mínimo seja corrigido com base no crescimento de 2010, chegando aos R$ 570, para dar continuidade à política de valorização do mínimo.
"Com a nossa proposta o aumento real será de 6,7% para o Piso nacional. Mas a briga promete ser muito difícil e para passar a nossa proposta será preciso muita pressão, porque é quase certo que os parlamentares dos partidos oposicionistas vão tentar derrubá-la. Um salário digno é uma forma de distribuir renda", ressalta Miguel.
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