Brasília, sexta-feira, 2 de julho de 2010 - 20:46
ELEIÇÕES 2010
Dilma e Serra sobem e empatam; 43% acham que ela vence
Fonte: Diap, com blog de Fernando Rodrigues
Depois das convenções que oficializaram suas candidaturas à Presidência e às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão tecnicamente empatados, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem em todo o país.
O tucano tem agora 39%, contra 38% de Dilma. Marina Silva (PV) aparece com 10%. Na última pesquisa, de maio, Serra e Dilma tinham 37% e Marina 12%.
Novamente, a pesquisa Datafolha aponta o Sul do país como alavanca para Serra. Ele teria subido de 38% para 50% na região em um mês.
Entre os 2.658 entrevistados, 5% responderam que pretendem votar em branco ou nulo. Outros 9% disseram não saber. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Pesquisas recentes do Ibope e Vox Populi mostram um quadro diferente, com Dilma na frente com 40% e Serra cinco pontos atrás, com 35%.
Uma outra pesquisa, não divulgada, feita sob encomenda do PT mostra que a vantagem de Dilma sobre Serra seria ainda maior: 8 pontos na frente do tucano.
Dilma avança na espontânea e tem menor rejeição que Serra
No Datafolha, a vantagem de Dilma pode ser observada na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde em quem pretende votar sem ser apresentado a nenhuma lista. Nesta modalidade, Dilma lidera com 22% das citações. Serra vem atrás com 19% e Marina alcança 3%. Em maio, estes números eram 19, 14 e 3 respectivamente.
Nesse quesito, Dilma tem ainda potencialmente a seu favor os 5% que não sabem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se reeleger e declaram voto nele.
Há também 4% inclinados a votar em quem Lula indicar e 1% no "candidato do PT".
Serra manteve a maior rejeição, com 24% dizendo que não votariam nele de jeito nenhum, mas a taxa teve leve queda: era de 27% em maio. Dilma se manteve com 20% de rejeição. Marina tem 14%, mesmo índice anterior.
No cenário em que são incluídos os candidatos "nanicos", o empate se mantém: Serra tem 39% e Dilma, 37%. Marina vai a 9%.
43% acreditam que Dilma ganhará as eleições
Apesar do empate na estimulada, Dilma lidera quando o eleitor é questionado sobre a expectativa de vitória. Para 43%, Dilma será eleita, contra 33% dos que apostam em Serra.
Houve também estabilidade do cenário de eventual segundo turno. Serra aparece com 47% e Dilma com 45%. Em maio, o tucano registrou 45% contra 46% da petista.
Dilma continua tendo suas melhores taxas no Nordeste, onde subiu de 44% para 47%, e Norte/Centro-Oeste, onde foi de 40% para 42%.
Já Serra está melhor no Sul, onde sua intenção de voto subiu de forma anormal, passando de 38% para 50%. Já no Sudeste, seu principal reduto eleitoral, ele passou de 40% em maio para 43% agora.
Numa pesquisa divulgada no final de março e que suscitou grande polêmica, o Datafolha também apontou o Sul do país como responsável pelo crescimento de Serra na pesquisa.
Na ocasião, o jornalista Luis Nassif postou em seu blog um comentário dizendo que "Em vez de jogar com margens de erro em todos os estados, para beneficiar a candidatura Serra, o Datafolha jogou toda a variação no sul. E aí escancarou os erros cometidos, abrindo margem para fortes suspeitas de manipulação da pesquisa. Foi o mais desgastante episódio na vida do instituto - que conquistou credibilidade nos anos 80 ao fazer o contraponto ao Ibope".
Propaganda na TV
Em junho, Serra concentrou aparições em programas de TV de 10 minutos do PSDB, do PTB e do PPS, partidos que o apoiam.
Também teve alta exposição em propagandas curtas de rádio e TV dessas legendas. Mas, nos últimos dias foi protagonista de um noticiário bastante negativo envolvendo o imbróglio sobre a escolha de seu vice.
Em maio, o levantamento foi produzido após Dilma Rousseff também estrelar propagandas do PT.
Em maio, 29% diziam ter visto algum comercial do tucano nos 30 dias anteriores. Agora, 50% responderam "sim" à mesma pergunta.
Já em relação à Dilma, em maio 37% diziam ter lembrança de comerciais da petista nos 30 dias anteriores à pesquisa. Agora, o percentual é próximo: 34%.
O PT usou vários horários regionais de sua propaganda partidária para manter Dilma em evidência em junho.
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