Brasília, terça-feira, 10 de abril de 2012 - 19:6
CRESCIMENTO ECONÔMICO
Classe média brasileira chegará a 60% da população, afirma Dilma
Fonte: Agência Brasil
A presidente Dilma Rousseff reiterou nesta segunda-feira (9), em Washington, nos Estados Unidos, que a crise econômica mundial impõe a todos a busca pela superação de paradigmas e de novas oportunidades.
No caso brasileiro, o crescimento da classe média é o estímulo para o país manter os esforços para o crescimento econômico, disse a presidente. Segundo ela, mais brasileiros serão incluídos neste nicho da sociedade, alcançando 60% da população em 2018.
"[A classe média] é a chave para a força e a capacidade de crescimento da economia em nosso país", ratificou a presidente, durante encontro com empresários norte-americanos e brasileiros, além de representantes de várias universidades.
"A crise econômica internacional impõe a nós imensos desafios. Mas tem sido também a oportunidade para ultrapassar paradigmas."
Dilma lembrou que o Brasil tem se esforçado, consolidando a superação de dificuldades econômicas em pilares sólidos.
Ela ressaltou que atualmente o Brasil tem reservas líquidas acima de sua dívida externa. Também destacou que em 2002 a dívida líquida brasileira sobre o Produto Interno Bruto (PIB) era 64% e agora está em 36,5%.
A presidente disse ainda que os esforços do governo são para dar mais tranparência aos gastos públicos e aplicar de maneira adequada os recursos federais.
Segundo ela, essa disposição faz parte de uma opção feita pelos setores público e privado, assim como pela sociedade brasileira: "É importante que se destaque a iniciativa, que é do governo, dos empresários e do povo brasileiro".
Para Dilma, há uma "opção clara" no Brasil por estimular o crescimento econômico com medidas de justiça social e mais democracia.
"Buscamos um mercado de consumo de massa que é uma forma de justiça social", disse, lembrando que as mudanças no Brasil refletem o que ocorre no mundo como um todo.
Ao defender a participação da classe média como força motriz na economia, Dilma lembrou que processo semelhante ocorre na Rússia, Índia, China e África do Sul, países que compõem o bloco do Brics.
Ela reiterou que os cinco países têm grandes extensões territoriais e desafios comuns a perseguir, como a inserção das classes marginalizadas, pobres e que têm fome.
A visita de dois dias da presidenta Dilma aos Estados Unidos acabou nesta (10). Na segunda (9), ela esteve em Washington e na terça passou o dia em Boston, quando foi às universidades de Harvard e Massachusetts.
Em ambas, a presidenta apresentou as parcerias para o programa Ciência sem Fronteiras.
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