Brasília, terça-feira, 13 de janeiro de 2009 - 19:6
PERSPECTIVAS
Mercado projeta expansão de 2% do PIB e Selic a 11,75% em 2009
Fonte: Gazeta Mercantil
Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) reduziram de 2,4% para 2% suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009. A piora nas estimativas apuradas pelo BC reforça a perspectiva de que ocorra um corte na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) prevista para a próxima semana.
O Brasil deve registrar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 2% em 2009. É o que mostra a nova perspectiva dos agentes de mercado, consultados pela pesquisa Focus, do Banco Central (BC), sobre o comportamento da economia brasileira. Essa queda nas projeções acontece por duas semanas consecutivas.
Na semana anterior, o mercado apontava para uma evolução de 2,4% do PIB em 2009. Tal comportamento reforça a perspectiva do mercado de que haja corte na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para a próxima semana.
O mercado reduziu ainda a projeção de crescimento do PIB de 2010 para 3,8%. Há uma semana a projeção era de avanço de 3,9%.
A tendência de queda da Selic deve prosseguir para o fim de 2009. O novo prognóstico dos analistas consultados pelo BC mostra que a taxa deverá chegar ao fim deste ano em 11,75% anuais. Isso representa queda em relação às consultas da semana anterior, a qual indicou Selic no fim deste ano em 12%.
Diante desse cenário, a expectativa é de que a Selic apresente um ligeiro recuo em 2010, pois a previsão dos analistas é de que o juro básico da economia fique em 11,25% anuais no próximo ano.
Mesmo diante do reforço nas previsões para a queda da taxa Selic em 2009, a estimativa para a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deste ano se manteve em 5%. Dessa forma, a inflação este ano permanece dentro da banda de oscilação estipulada pelo Banco Central.
A meta é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Nos últimos anos, o BC tem conseguido convergir a inflação para as metas estipulados.
Em 2008, a inflação oficial ficou em 5,9%, acima do foco central e abaixo do teto da meta. Para 2010, o mercado aponta para IPCA de 4,5%, exatamente o centro da meta estabelecida pelo Governo.
As estimativas apuradas pela autoridade monetária, tanto a desta semana como a da semana passada, são mais pessimistas do que as projeções oficiais do governo.
O Banco Central prevê alta de 3,2% do PIB em 2009, enquanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prefere manter a previsão de um avanço econômico este ano de 4% no ano.
A indústria deve acompanhar a tendência de desaceleração da economia. A nova pesquisa Focus indica alta de 2,5% na produção industrial deste ano, contra 2,7% na semana anterior.
Outro ponto sob o qual pesou o pessimismo é o câmbio. O mercado acredita que o dólar fechará cotado a R$ 2,30 no final do ano. Uma semana antes a aposta era de taxa de R$ 2,25.
Apesar da desaceleração do nível de atividade da economia, o Brasil deve receber mais recursos externos este ano. O mercado elevou as projeções de entrada de recursos externos por meio de Investimento Estrangeiro Direto (IED), para US$ 23,81 bilhões.
Há uma semana, as projeções indicavam US$ 23 bilhões. Em 2010 o montante deve atingir US$ 25 bilhões, conforme estimam os analistas.
O mercado manteve as estimativas para o superávit da balança comercial em 2009, de US$ 14,5 bilhões. Para 2010, o saldo positivo deverá ser de US$ 13,35 bilhões. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou ontem que nos seis primeiros dias úteis do ano, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 12 milhões.
A expectativa para a conta corrente é de déficit de US$ 25 bilhões em 2009. O rombo deve subir para US$ 30 bilhões no próximo ano, conforme os analistas.
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