Brasília, terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 - 14:34
TRANSPORTE
Sem Passe Livre, movimentos estudantis prometem ir às ruas
Fonte: Correio Braziliense
A peregrinação dos estudantes à empresa Fácil Brasília Transporte Integrado, que administra o Passe Livre no Distrito Federal, continua em vão.
Apesar das aulas nas escolas públicas começarem em 10 de fevereiro, os serviços de recarga e cadastramento do benefício continuam suspensos e não há previsão para que voltem a funcionar.
A Secretaria de Transportes limitou-se a dizer, por meio de nota à imprensa, que tem realizado discussões para garantir, no mais breve espaço de tempo possível, a retomada do serviço para aqueles que têm direito ao passe livre.
Os movimentos estudantis prometem começar nesta terça-feira (1°) uma onda de protestos se o problema não for resolvido.
Os amigos Gabriella Ferreira, 15 anos, Thallita Martins, 14, e Felipe Dantas, 15, estão com receio de começar o 2° ano do ensino médio no Colégio Setor Leste sem o benefício.
Os três foram até a Fácil do Setor Comercial Sul e só conseguiram pegar o formulário de cadastramento. Eles também foram avisados da suspensão do serviço.
Gabriella e Thallita moram em Planaltina de Goiás, no Entorno, e reclamam que todo ano acontecem problemas que atrasam o passe livre.
“Se não liberarem até o dia 10, minha mãe vai ter que pagar. Fico indignada com a falta de responsabilidade do governo”, desabafou Thallita.
Segundo Felipe, “em outros estados o benefício funciona melhor. Só no DF que a situação é ruim”.
Quem também se sente prejudicado é o estudante Hugo Pereira de Sousa, 20 anos. Hugo crê que a falta de planejamento dos governantes contribuiu para a desorganização do sistema de concessão do passe livre.
“Isso é um desrespeito. Quando for deputado, vou mudar isso. Os jovens precisam buscar ocupar vagas no governo para melhorar essa situação”, avaliou.
Manifestações
O coordenador de Comunicação do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (DCE/UnB), Yuri Soares Franco, acredita que é o momento de ir às ruas, pois o governo tem recuado nas pautas defendidas pelos jovens.
Segundo Yuri, uma reunião entre os movimentos estudantis do DF será realizada nesta terça-feira(1°) para que seja definida uma estratégia de atuação em conjunto e a causa ganhe força.
“Se eles (governo) fecham as portas dos gabinetes, nós fechamos as ruas da cidade”, disse o estudante.
Segundo a Secretaria de Transportes, não há nenhuma decisão, em caráter definitivo, sobre a gestão do transporte coletivo do DF, em especial o passe-livre, mas apenas estudos que visam o aperfeiçoamento e a melhoria dos serviços prestados.
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