Brasília, sexta-feira, 7 de outubro de 2011 - 17:9
PARALISAÇÃO
Bancários tentam estender greve para serviços de teleatendimento
Fonte: Agência Brasil
Paralisação, que está no 11º dia, atinge mais de 8,7 mil agências bancárias, que estão fechadas. Segundo dados do Banco Central (BC), o total de agências em funcionamento no país é 20.073
Os bancários em greve tentam estender o movimento para os serviços de informática e de teleatendimento dos bancos. A ideia é fazer com que os trabalhadores de centros técnicos de atendimento telefônico e informática também paralisem os trabalhos.
Nesta quinta-feira (6), foram registradas interrupções no atendimento via internet no Itaú-Unibanco. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, atribui as interrupções à greve, mas o banco nega.
“O Itaú confirma a intermitência ocorrida no Internet 30 horas. Não há relação desse fato com o período de negociação salarial da categoria dos bancários. O problema já foi solucionado”, diz o banco, em nota.
De acordo com Cordeiro, a greve, que está no 11º dia, atinge mais de 8,7 mil agências bancárias, que estão fechadas. Segundo dados do Banco Central (BC), o total de agências em funcionamento no país é 20.073.
Cordeiro diz ainda que os bancos não deram resposta à carta enviada na última terça-feira (4). “Enviamos carta solicitando nova rodada de negociação e os bancos sequer responderam. O silêncio está levando ao aumento da greve”, diz Cordeiro. O presidente da Contraf enfatizou ainda que a greve não é “contra a população, é contra os bancos”.
Em nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado a negociações trabalhistas, disse que não há qualquer paralisação de área estratégica dos bancos e que a negociação com os bancários permanece.
“A Fenaban fez duas propostas completas visando acordo com os bancários e colocou-se à disposição do movimento sindical para tratar de eventuais acertos que fossem necessários. Portanto, não há razão para que a federação apresente nova contraproposta como querem os sindicalistas. O que se espera, agora, é que sejam discutidos os ajustes que levem ao acordo”, diz a nota.
Segundo a Contraf, os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, por tempo indeterminado, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, o que significa 0,56% de aumento real.
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8%, que representa aumento real de 5% mais inflação do período.
A categoria quer também valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, entre outras reivindicações.
Últimas notícias
Jornada de 40 horas teria 1% de impacto no custo operacional
10/2 - 17:4 |
Vitória dupla na Católica: auxílio-alimentação, antes restrito, agora será pago a todos os trabalhadores da Ubec
10/2 - 11:31 |
Carnaval: SAEP estará em recesso de segunda (16) à quarta-feira (18)
9/2 - 16:10 |
Fim da escala 6×1 avança no Congresso em meio à pressão da sociedade e do movimento sindical
6/2 - 12:38 |
Patah intensifica campanha pelo fim da escala 6x1 e pressiona Congresso por mudança na jornada
Notícias relacionadas
O Brasil real rejeita precarização: 56% querem voltar à CLT e empreendem por falta de opção
26/11 - 9:1 |
Mais de 95 milhões de trabalhadores contarão com 13º neste fim de ano
19/11 - 9:27 |
TST destrava dissídios e reconhece que sindicato pode acionar Justiça diante de recusa patronal em negociar
24/10 - 9:14 |
Sem sindicatos, até o ar teria dono
9/10 - 12:26 |
Câmara barra MP que taxava super-ricos, e Lula reage: “jogam contra o Brasil”

