Brasília, terça-feira, 3 de maio de 2011 - 13:13
EDUCAÇÃO
Campanha quer reduzir discriminação contra meninas nas escolas
Fonte: Portal Vermelho
Teve início nesta segunda-feira (2), a Semana de Ação Mundial 2011, que prossegue até domingo (8)
A mobilização, coordenada internacionalmente pela Campanha Mundial pela Educação (CME), quer fomentar ações e discussões, em mais de 100 países, sobre a educação de meninas e mulheres.
Segundo a presidenta da Campanha Mundial pela Educação, Camilla Croso, ações e fatores contribuem para a discriminação das mulheres, e entre eles a repetição, no ambiente escolar, de ideias estereotipadas sobre o que é ser homem e mulher, criando uma hierarquia entre feminino e masculino.
"É urgente o reconhecimento de que existe, sim, discriminação de gênero e desigualdades no sistema educacional. Este reconhecimento, bem como de suas causas e consequências, é fundamental para que o problema seja superado", diz Camila.
"Na Semana de Ação Mundial 2011, esperamos lembrar os Estados e a comunidade internacional de que os direitos humanos são indivisíveis e de que ao promover o direito à educação, promove-se todos os outros direitos humanos", conclui Camilla.
Além da discriminação no ambiente escolar, as meninas ainda enfrentam inúmeros obstáculos em sua trajetória educativa, como o trabalho doméstico que realizam; o cuidado com os irmãos e irmãs mais novos; casamentos e gravidez na adolescência; a influência das religiões nas decisões sobre políticas educacionais – em especial as relativas à educação dos direitos sexuais e reprodutivos –; a pobreza; os conflitos armados; e um entorno escolar perigoso e violento.
Isso resulta, em índices maiores de analfabetismo entre as mulheres nos países da América Latina. No Peru e na Bolívia, para cada homem não-alfabetizado, entre 3 e 4 mulheres estão na mesma condição.
Na América Central, 25% das pessoas maiores de 15 anos são analfabetas e em sua maioria são mulheres e meninas pobres, indígenas e moradoras das zonas rurais.
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